Agricultura Digital

13/11/2017

O que fazer com tanta informação?

A agricultura moderna segue na constante busca de produzir cada vez mais dentro do mesmo ambiente produtivo, sem que haja expansão das áreas agrícolas. Com isso, os agricultores utilizam insumos mais eficientes, além de otimizar diversos processos e eliminar o desperdício. Obviamente que isso não é nenhuma novidade, mas sim, passa a ser um pré-requisito para o sucesso de qualquer atividade econômica atual, especialmente para a agricultura que tem o desafio de alimentar o mundo em meio às permanentes mudanças climáticas globais. A inclusão da agricultura na era digital e o uso de tecnologias de processamento de dados, mais conhecido por Big Data, irão proporcionar o mapeamento das informações de produtividade das lavouras de forma detalhada,contribuindo no planejamento técnico das próximas safras.

Este novo modelo pode ser chamado de Agricultura Digital e consiste na coleta de dados a campo, utilizando uma série de recursos sensoriais capazes de permitir o processamento destas informações por meio do uso de modelos matemáticos e agronômicos que servem para tomadas de decisões e ações estratégicas. As diversas simulações computacionais possibilitarão entender como diferentes culturas agrícolas se comportam em variadas situações, ao usar os dados coletados para reconhecer padrões e resultados importantes, a fim de ajustar as decisões sobre qual cultivar semear, em que época esta seria mais bem posicionada ou qual a quantidade de insumos demandados para atingir tal resultado.

A adoção da análise de Big Data na agricultura brasileira pode gerar inúmeros ganhos nos próximos anos. Porém, atualmente a sua aplicação ainda é superficial por motivos que vão desde a dificuldade de calibração correta, passando por sensores disponíveis nos equipamentos agrícolas até a criação de uma área de transferência automatizada dos dados gerados no dia a dia de uma colheita, por exemplo. Neste contexto, a ampla adoção desses novos conceitos trará inúmeros benefícios para as atividades de produção agrícola, da mesma maneira que as biotecnologias estão sendo úteis para o uso racional de agroquímicos, na medida em que expandimos a sua utilização frente às tecnologias convencionais.

Portanto, a possibilidade do uso de dados agronômicos modelados permitirá maior número de acertos nas tomadas de decisões e consequentemente, o uso sustentável de insumos agrícolas. Neste caso, a geração e coleta de dados é apenas parte do desafio. É importante lembrar que a informação por si só não gera valor, o que torna necessário transformá-la em conhecimento em favor de uma agricultura moderna, rentável e ambientalmente correta.

Maurício De Bortoli

Fonte: Sementes Aurora

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